sábado, 15 de agosto de 2009

A resposta da imagem que criamos.













Certa vez um homem se questionou, se perguntou onde estava a felicidade;
não encontrou nenhuma resposta, nem mesmo sussurro.
Nem Deus nem o Amor souberam responder quando a eles se dirigiu;
assim sua frustração só fazia aumentar, sua magoa e tristeza.
Mas a que deve o homem para ser feliz, que caminhos realmente tomar?
Sem resposta o homem não sabia o que fazer, e assim poderia ele falhar;
desta forma ele buscou não mais ser feliz, buscou a penas saber-se,
porém suas frustrações e suas tristezas ainda não cessavam,
mas o homem continuava sem buscar a felicidade, a penas sabendo-se.
Pensou ele então "pra que buscar aquilo que só posso ganhar"?
Porém tal resposta não lhe bastava também.
Pois quem gostaria de precisar de caridade para ser feliz?
Então mais uma vez ele foi a Deus e seu Anjo, e eles lhe perguntaram:
"O queres com a felicidade, o que buscas nela?"
O homem pensou em dizer que era a tranquilidade, ou mesmo satisfação,
mas logo percebeu que estava procurando isso no lugar errado,
então refletiu ele mais uma vez frente a Deus e ao Amor:
Compreensão, alegria e quem sabe sabedoria.
E de mesma forma parou e pensou "ainda sim este seria o lugar errado".
Eis que o Amor lhe fez outra pergunta:
"Tu que és homem saberdes o que é felicidade?"
O homem esboçando uma resposta astuta e ligeira, estagnou-se
não pode lhe responder, nem mesmo as respostas que ele pensava ter,
então o homem virando-se a Deus disse:
"Senhor por que não posso eu ser feliz?"
Então Deus olhou nos olhos e disse-lhe para perguntar ao Anjo ali postado.
Antes que o homem lhe perguntasse o Anjo lhe interpelou de supetão.
"O que buscas é felicidade?"
O homem mais uma vez querendo mostrar-se sabedor diz-lhe:
"Sim, busco saber a felicidade para poder ser feliz."
Então com um leve sorriso o Amor lhe toca os ombros e lhe exclama:
"Ah!!! Claro que buscas isso, a final essa era tua pergunta!!!"
Assim o homem se enche de esperança com a resposta que viria.
E o Anjo lhe discursa:
"Meu caro posso lhe dizer que felicidade esta em casar, em uma casa;
que ela também pode ser uma viagem, ou um por de sol;
até mesmo que está no encontro de uma pessoa,
mas como vais saber ser feliz e saberdes feliz, se não sabes o que é ela,
como serás feliz se não sabes onde me colocar em tua vida?"

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Descompasso

Hoje descobri que o amor não são as rosas,
nem mesmo primavera, tão pouco o sol;
o amor é espinho, é inverno, é nuvem,
o mais frio, mais absurdo dos tempos.
Descobri que amor se guarda em jarra,
se diz baixinho, em gemidos e olhos virados;
que amor se escreve errado, e não se lê.
Hoje descobri que amor é amar sempre,
é saber que frio aproxima e nuvem traz cama,
que primavera é pra quem olha;
ah se pudesses amar o que amo, como saber?
amar é espinho com beijinho,
friozinho com carinho,
nuvem com docinho,
é amável,
é amor.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Correspondência.





















Batatinha quando nasce,
se esparrama pelo chão;
se amor por ti eu tenho??
tenho sim, não nego não.

Batatinha quando cresce,
alimenta em abundância;
e amor pra ti não nego,
mesmo com toda a distância.

Batatinha quando acaba,
deixa partido o coração ;
seja por ignorância.
ou mesmo desolação.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Coisa pra se guardar.

O que se pode dizer...
que se pode explicar...
como descrever...
que palavras...
quais...
para quem divulgar...
com quem dividir...
a quem falar...
sabedes...
Oras...
Nada explica.
Nada descreve.
Não existem palavras.
Não há como se divulgar.
Não existe como falar.
Há apenas amigos, com altos e baixos.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

?

O Senhor, um Infante.















O Tempo,
que Senhor,
uma Criança
sem memoria.
Ah! O Tempo.
Que senhor,
que Criança
sem medida.
Sim, Tempo,
és Audaz,
és algoz,
és lascivo.
Ah! O Tempo!!!
Que Criança!!!
Lastimável,
a espera,
na espreita
de repente...
estamos...
...sem Tempo.

domingo, 12 de julho de 2009

A busca eterna do Soldado.

Armado com minha espada riste,
observo o vale que me aguarda,
vou penetrar-te com força e audácia,
vou escutar teus gritos e murmuros.

Serei outra vez Soldado das armas.
Regozijarei o mais intenso ardor,
e desta névoa que te encobre
nenhum outro soldado sorvera.

Despir-te-ei deste vale sombrio
que esconde o deleite absurdo...
...absurdo de prazer e gozo,
estou bem armado de punho riste;

Quando estiver deitado a relva
gozando do prazer da vitoria
lembrar-me-ei dos gritos assombrosos
e da noite que enfrentei junto a ti.

És corajoso vale robusto,
mas nem por isso deixarei as armas,
nem por isso poderei morrer.
Pois outros vales sei que virão.