Quem nunca teve o peito partido por um raio?
Nunca teve um dia mal acabado?
Um sentimento errado?
Um amor decepcionado?
Uma mulher frustrada?
Uma história mal interpretada?
Quem nunca teve em si ao menos uma?
Quem nunca?
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Teu Amor, meu Amor, nós e mais nada.

Não digas não, nem finque a negativa;
me deixe ser teu, nos deixe ser nós
quero divulgar o meu amor por ti
relatar aqui a verdade, te amo.
deixar esse meu passado amargo
deixar para trás velhas tentativas
e viver o carinho, de ser contigo
um alguém melhor, repleto de amor
completo de paz, alegria e dádivas
quero te dar meu sangue em teu nome
quero ter teu tu e não mais teu vós
e conjugar-nos assim, bem completos
ai de mim, ai desse Amor errado
esse traste maldito atirou a flecha;
e mirou em peito aberto o alvo errado,
mas ai mais de mim acima de tudo
que só tenho valor por ti, meu amor.
Sim amor, sim minha vida, meu sangue
e quem sabe de mim sem ter a ti
quem pode dizer quem sou sem teu amor
não quero pagar pelo meu passado,
nem ser outro eu, quero apenas saber
do mais nobre carinho, aconchego
quero apenas saber de ti, e ser teu.
Se para tanto tenho que ser romântico
então que assim seja d'alma inteira;
sem demora, ou escolhas, nem rompantes
estar na terra embebido de ti,
e sentir teu chão queimando por mim
fazer de meu tempo essa escola
não as antigas, as futuras, mas a tua
O que mais posso eu dizer-te, o que mais?
Só posso agora dizer uma coisa...
dizer que Te amo minha pequena,
dizer apenas que sou teu Ticiana.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Piada pública

Ai que se da minha estrada me vejo SÓ;
não por estar, nem poder SER,
mas que daqui onde fico, só eu posso ESTAR,
vou ancorar meus pés nessa terra
vou guardar meu sonho nesse tempo
Se falado a mim fosse, daria um NÓ
na mente mal dita do não PERCEBER
mas assim notei a PASSAGEM;
vou ancorar meus pés nessa terra
vou guardar meu sonho nesse tempo
Do amor que não FIZ,
em teu rosto colorido da VERGONHA
de meu peito ardido no caminho SEGUIDO;
vou ancorar meus pés nessa terra
vou guardar meu sonho nesse tempo
Sim que meu curso é feito por MIM,
e ninguém segui-lo vai, não nesses DIAS
estarei só, de portas fechadas, CRIANDO;
vou ancorar meus pés nessa terra
vou guardar meu sonho nesse tempo
Na cor rubra de tau face, em teu OLHAR
vejo agora meu caminho, meus PASSOS
mas já os sabia, sim era SABIDO;
vou ancorar meus pés nessa terra
vou guardar meu sonho nesse tempo
Serei só, estarei só, darei nó em mim,
e vou perceber a passagem que fiz,
e nem vergonha, nem o que seguirá
farão de mim, ou dos meus dias
uma criação de meu olhar,
pois vou dar passos largos, sabidos.
Vou ancorar meus pés nessa terra.
Vou guardar meu sonho nesse tempo.
sábado, 15 de agosto de 2009
A resposta da imagem que criamos.

Certa vez um homem se questionou, se perguntou onde estava a felicidade;
não encontrou nenhuma resposta, nem mesmo sussurro.
Nem Deus nem o Amor souberam responder quando a eles se dirigiu;
assim sua frustração só fazia aumentar, sua magoa e tristeza.
Mas a que deve o homem para ser feliz, que caminhos realmente tomar?
Sem resposta o homem não sabia o que fazer, e assim poderia ele falhar;
desta forma ele buscou não mais ser feliz, buscou a penas saber-se,
porém suas frustrações e suas tristezas ainda não cessavam,
mas o homem continuava sem buscar a felicidade, a penas sabendo-se.
Pensou ele então "pra que buscar aquilo que só posso ganhar"?
Porém tal resposta não lhe bastava também.
Pois quem gostaria de precisar de caridade para ser feliz?
Então mais uma vez ele foi a Deus e seu Anjo, e eles lhe perguntaram:
"O queres com a felicidade, o que buscas nela?"
O homem pensou em dizer que era a tranquilidade, ou mesmo satisfação,
mas logo percebeu que estava procurando isso no lugar errado,
então refletiu ele mais uma vez frente a Deus e ao Amor:
Compreensão, alegria e quem sabe sabedoria.
E de mesma forma parou e pensou "ainda sim este seria o lugar errado".
Eis que o Amor lhe fez outra pergunta:
"Tu que és homem saberdes o que é felicidade?"
O homem esboçando uma resposta astuta e ligeira, estagnou-se
não pode lhe responder, nem mesmo as respostas que ele pensava ter,
então o homem virando-se a Deus disse:
"Senhor por que não posso eu ser feliz?"
Então Deus olhou nos olhos e disse-lhe para perguntar ao Anjo ali postado.
Antes que o homem lhe perguntasse o Anjo lhe interpelou de supetão.
"O que buscas é felicidade?"
O homem mais uma vez querendo mostrar-se sabedor diz-lhe:
"Sim, busco saber a felicidade para poder ser feliz."
Então com um leve sorriso o Amor lhe toca os ombros e lhe exclama:
"Ah!!! Claro que buscas isso, a final essa era tua pergunta!!!"
Assim o homem se enche de esperança com a resposta que viria.
E o Anjo lhe discursa:
"Meu caro posso lhe dizer que felicidade esta em casar, em uma casa;
que ela também pode ser uma viagem, ou um por de sol;
até mesmo que está no encontro de uma pessoa,
mas como vais saber ser feliz e saberdes feliz, se não sabes o que é ela,
como serás feliz se não sabes onde me colocar em tua vida?"
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Descompasso
Hoje descobri que o amor não são as rosas,
nem mesmo primavera, tão pouco o sol;
o amor é espinho, é inverno, é nuvem,
o mais frio, mais absurdo dos tempos.
Descobri que amor se guarda em jarra,
se diz baixinho, em gemidos e olhos virados;
que amor se escreve errado, e não se lê.
Hoje descobri que amor é amar sempre,
é saber que frio aproxima e nuvem traz cama,
que primavera é pra quem olha;
ah se pudesses amar o que amo, como saber?
amar é espinho com beijinho,
friozinho com carinho,
nuvem com docinho,
é amável,
é amor.
nem mesmo primavera, tão pouco o sol;
o amor é espinho, é inverno, é nuvem,
o mais frio, mais absurdo dos tempos.
Descobri que amor se guarda em jarra,
se diz baixinho, em gemidos e olhos virados;
que amor se escreve errado, e não se lê.
Hoje descobri que amor é amar sempre,
é saber que frio aproxima e nuvem traz cama,
que primavera é pra quem olha;
ah se pudesses amar o que amo, como saber?
amar é espinho com beijinho,
friozinho com carinho,
nuvem com docinho,
é amável,
é amor.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Correspondência.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Coisa pra se guardar.
O que se pode dizer...
que se pode explicar...
como descrever...
que palavras...
quais...
para quem divulgar...
com quem dividir...
a quem falar...
sabedes...
Oras...
Nada explica.
Nada descreve.
Não existem palavras.
Não há como se divulgar.
Não existe como falar.
Há apenas amigos, com altos e baixos.
que se pode explicar...
como descrever...
que palavras...
quais...
para quem divulgar...
com quem dividir...
a quem falar...
sabedes...
Oras...
Nada explica.
Nada descreve.
Não existem palavras.
Não há como se divulgar.
Não existe como falar.
Há apenas amigos, com altos e baixos.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
O Senhor, um Infante.
domingo, 12 de julho de 2009
A busca eterna do Soldado.
Armado com minha espada riste,
observo o vale que me aguarda,
vou penetrar-te com força e audácia,
vou escutar teus gritos e murmuros.
Serei outra vez Soldado das armas.
Regozijarei o mais intenso ardor,
e desta névoa que te encobre
nenhum outro soldado sorvera.
Despir-te-ei deste vale sombrio
que esconde o deleite absurdo...
...absurdo de prazer e gozo,
estou bem armado de punho riste;
Quando estiver deitado a relva
gozando do prazer da vitoria
lembrar-me-ei dos gritos assombrosos
e da noite que enfrentei junto a ti.
És corajoso vale robusto,
mas nem por isso deixarei as armas,
nem por isso poderei morrer.
Pois outros vales sei que virão.
observo o vale que me aguarda,
vou penetrar-te com força e audácia,
vou escutar teus gritos e murmuros.
Serei outra vez Soldado das armas.
Regozijarei o mais intenso ardor,
e desta névoa que te encobre
nenhum outro soldado sorvera.
Despir-te-ei deste vale sombrio
que esconde o deleite absurdo...
...absurdo de prazer e gozo,
estou bem armado de punho riste;
Quando estiver deitado a relva
gozando do prazer da vitoria
lembrar-me-ei dos gritos assombrosos
e da noite que enfrentei junto a ti.
És corajoso vale robusto,
mas nem por isso deixarei as armas,
nem por isso poderei morrer.
Pois outros vales sei que virão.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Pequenas diferenças, grandes mudanças.
Segundo Aurélio:
DESCASO = desatenção
LIBERTINAGEM = que não se prende ás convenções sociais ou da moral, esp. em relação ao comportamento sexual; lasso, libidinoso, licencioso.
§ indivíduo libertino§
LIBERDADE = estado ou condição do homem livre
confiança intimidade.
Acredito que muitos entenderam o que esta subentendido no texto acima, mas vou elucidar, exemplificar e também referendar com uma forma muito citada aqui.
Bem, descaso é quando se tem um relacionamento e você, ou seu par, sai com os colegas, e ao retornar pra casa você nem mesmo sabe e também pouco lhe interessa o que aconteceu ou mesmo se aconteceu, libertinagem é você chegar em casa, ou seu par, e receber mais alguns beijos além daqueles que já foram distribuídos deliberadamente em outrens, e por fim, liberdade é quando você sai com os colegas e quando retorna tudo que você ouve é uma frase perguntando como foi o dia ao invés de uma dizendo que você saiu e não deveria.
Acredito que agora tenha ficado bastante claro, mas ainda existe um ponto importante nestes fatos, pois tais fatos somente são relevantes se esse relacionamento vier com uma palavra "AMOR", pois são esses que fazem toda diferença, é a escolha de qual forma você vai tratar seu bem mais precioso que acabará por revelar qual vida você quer ter, pois o amor é feito disso, vou tentar ser mais claro, embora acredite estar bastante claro o que quero dizer.
Bem vamos aos fatos, alguns dias atrás escutei uma conversa de um casal, e o homem dizia o seguinte chavão:
- O amor é como uma planta, a gente tem que regar, colocar ao sol, adubar e conversar as vezes...
Isso pra mim é um ato de atenção, ou no mínimo o contrário de DESCASO, mas iremos em frente.
- Algumas vezes ainda temos que deixar a planta lá no sol, sozinha crescendo por si só...
Bem nada mais elucidante para liberdade.
- Uma planta não cresce sem aprender como se faz para crescer, embora ela faça isso sem precisar que ninguém explique pra ela...
Bom, nessa hora fui descoberto escutando a conversa e delicadamente me retirei, mas acredito que todos notamos onde quero chegar, se não cuidarmos a planta vai morrer, se não deixarmos ela se conhecer ela também vai morrer e por fim se não dermos um bom exemplo ela simplesmente vai nos copiar e fazer errado também. Cuidem de seu Amor, adubem, coloquem ao sol, de exemplos bons e nunca deixem ele pensar que está sozinho, mesmo que vocês não estejam lá para segurar sua mão.
Bem, descaso é quando se tem um relacionamento e você, ou seu par, sai com os colegas, e ao retornar pra casa você nem mesmo sabe e também pouco lhe interessa o que aconteceu ou mesmo se aconteceu, libertinagem é você chegar em casa, ou seu par, e receber mais alguns beijos além daqueles que já foram distribuídos deliberadamente em outrens, e por fim, liberdade é quando você sai com os colegas e quando retorna tudo que você ouve é uma frase perguntando como foi o dia ao invés de uma dizendo que você saiu e não deveria.
Acredito que agora tenha ficado bastante claro, mas ainda existe um ponto importante nestes fatos, pois tais fatos somente são relevantes se esse relacionamento vier com uma palavra "AMOR", pois são esses que fazem toda diferença, é a escolha de qual forma você vai tratar seu bem mais precioso que acabará por revelar qual vida você quer ter, pois o amor é feito disso, vou tentar ser mais claro, embora acredite estar bastante claro o que quero dizer.
Bem vamos aos fatos, alguns dias atrás escutei uma conversa de um casal, e o homem dizia o seguinte chavão:
- O amor é como uma planta, a gente tem que regar, colocar ao sol, adubar e conversar as vezes...
Isso pra mim é um ato de atenção, ou no mínimo o contrário de DESCASO, mas iremos em frente.
- Algumas vezes ainda temos que deixar a planta lá no sol, sozinha crescendo por si só...
Bem nada mais elucidante para liberdade.
- Uma planta não cresce sem aprender como se faz para crescer, embora ela faça isso sem precisar que ninguém explique pra ela...
Bom, nessa hora fui descoberto escutando a conversa e delicadamente me retirei, mas acredito que todos notamos onde quero chegar, se não cuidarmos a planta vai morrer, se não deixarmos ela se conhecer ela também vai morrer e por fim se não dermos um bom exemplo ela simplesmente vai nos copiar e fazer errado também. Cuidem de seu Amor, adubem, coloquem ao sol, de exemplos bons e nunca deixem ele pensar que está sozinho, mesmo que vocês não estejam lá para segurar sua mão.
terça-feira, 30 de junho de 2009
O oitavo Dia.
Quando eu era pequenino tinha um amiguinho.
Meu amiguinho era Adão, ele era esperto, mas não muito...
Adão tinha uma namoradinha e ela não sabia,
mas também nem precisava saber, era bonita que só vendo...
Eu gostava de outra menina.
Ela tinha olhos brilhosos feito o céu de noite escura...
e uma língua afiada feito faca,
como já tinha dito minha mãezinha...
Mas Adão namorou sua menina,
eu não namorei a minha, mas nem queria, era só pra olhar...
então um dia Adão convidou sua menina pra passear.
Ela foi bem alegre e contente,
no passeio encontraram minha menina, elas conversaram...
e Adão, com não era esperto, não entendeu nada.
Assim foi embora sem saber o que era.
Meu amiguinho era Adão, ele era esperto, mas não muito...
Adão tinha uma namoradinha e ela não sabia,
mas também nem precisava saber, era bonita que só vendo...
Eu gostava de outra menina.
Ela tinha olhos brilhosos feito o céu de noite escura...
e uma língua afiada feito faca,
como já tinha dito minha mãezinha...
Mas Adão namorou sua menina,
eu não namorei a minha, mas nem queria, era só pra olhar...
então um dia Adão convidou sua menina pra passear.
Ela foi bem alegre e contente,
no passeio encontraram minha menina, elas conversaram...
e Adão, com não era esperto, não entendeu nada.
Assim foi embora sem saber o que era.
A Criação
Eu tinha uma cadelinha que se chamava Costelinha,
Costelinha era muito carinhosa e atenciosa,
nunca me dera problemas ou mágoas, sempre a mesma,
certa feita levei Costelinha a praia para ver o Mar...
deixei Ela por alguns minutos e quando voltei, notei;
notei Costelinha namorando outro cachorro.
Amarrei Costelinha num navio, e Ela... (ai, ai!!! Pobre bicha)
...nadou, nadou, nadou, até cansar e parar de nadar;
- O outro cachorro?
Eu mesmo matei.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Estou Emburrecendo!
Vou Emburrecer, sim vou, sem duvidas!
Não estou aqui pra pensar,
vou me formar na escola da ignorância.
Sim vou, e devo isso, tudo isso...
aos "mestres", sim a eles, a esses,
esses ignóbeis gentilicos do discurso vazio.
Vou Emburrecer, sim, vou sim...
não vou pensar, apenas ser literal,
e assim emburrecer, debilitar-me.
Mas e dai??? quem ira importar-se???
Serei só mais um a formar a esmo...
a formar uma sabedoria de merda,
um saber falso e um discernimento vazio
Vou me formar na burrice, ignorância
na mais completa letargia academica.
Vou Emburrecer, sim, vou para de pensar,
e lhes agradeço, queridos "mestres";
queridos aleijadores de pensamentos,
meus "mestres" de merda.
Vou Emburrecer e devo isso a vocês.
Não estou aqui pra pensar,
vou me formar na escola da ignorância.
Sim vou, e devo isso, tudo isso...
aos "mestres", sim a eles, a esses,
esses ignóbeis gentilicos do discurso vazio.
Vou Emburrecer, sim, vou sim...
não vou pensar, apenas ser literal,
e assim emburrecer, debilitar-me.
Mas e dai??? quem ira importar-se???
Serei só mais um a formar a esmo...
a formar uma sabedoria de merda,
um saber falso e um discernimento vazio
Vou me formar na burrice, ignorância
na mais completa letargia academica.
Vou Emburrecer, sim, vou para de pensar,
e lhes agradeço, queridos "mestres";
queridos aleijadores de pensamentos,
meus "mestres" de merda.
Vou Emburrecer e devo isso a vocês.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Para minhas mulheres com carinho.
De maneira bastante parca quero fazer uma declaração, pois hoje relatei, em mim, uma singularidade que há algum tempo (muito tempo devo dizer) é latente, Sou um Adorador das coisas Simples, um vinho, cerveja, filme, hitorias em quadrinhos, conversas sobre o nada, filosofia de buteco...e uma outra coisa que é ao mesmo tempo que simples bastante complexa, as mulheres. Sim esse ser capaz de coisas que "até Deus duvida", mas "Que o Diabo aprova", as mulheres (de todos os tipos) são uma espécie de livro aberto, porém escrito em uma língua que após sua efetivação torna-se inelegível até mesmo para elas.
Ora vejamos se consigo me fazer entender: tenho uma namorada, por quem sou perdidamente apaixonado, mas que também me carrega as raias da loucura, acredito que todos os homens com relacionamento sabem do que estou falando, elas nos fazem pensar que um cartão vai lhes trazer uma alegria indescritível (não estou negando que faz), mas pobre do homem que não chegar na hora marcada, ou mesmo se não conseguir leva-las na casa de uma amiga que há muito ela não vê.
São de longe o ser mais amável e apto a uma conversa ao pé do ouvido, e ao mesmo tempo o ser mais vingativo e rancoroso, como tal dádiva do divino pode ser duas coisas tão distintas ao mesmo tempo???
Nem vou me atrever a responder isso, posso não só arrumar uma "briga" como também desencadear uma sequência absurda de asneiras, mas não vou me conter em dizer que sou um admirador ferrenho deste genero, e me desculpem os machistas, mas não existe nada mais edificante e enaltecedor que estar ao lado de uma mulher, pois acreditem amigos homens, sem elas não seriamos "homens", seriamos sim uma espécie de abominação irracional e sem o mínimo de discernimento. Digo isso pois não só convivo a mais de cinco anos com uma mulher maravilhosa, mas por ter sido criado por três mulheres formidáveis e de longe mulheres com "M" mais que maiúsculo.
Simples como só elas sabiam e/ou sabem ser, mas complicadas como só elas sabem se portar, já cheguei a pensar que elas fazem isso para nos provocar, mas não é (não o tempo todo) pois elas também o fazem umas com as outras também e é justamente nesse ponto que a minha admiração ganha um estatus de certo desprazer, pois fiéis elas são (nem sempre, mas...)mas leais a espécie... Ah! Isso nem pensar, pois ao menor sinal de acontecimentos "inesperados" elas já tomam a frente e preparam-se para o bote certeiro na vítima.
Contudo não é desse aspecto que quero falar, quero apenas dizer que as amo, sim, a todas (embora com mais sentimento a minha pequena), por isso nada mais simples que cuidar de uma vida, mas nada mais complexo que gera-la, e isso elas fazem eximiamente.
Ora vejamos se consigo me fazer entender: tenho uma namorada, por quem sou perdidamente apaixonado, mas que também me carrega as raias da loucura, acredito que todos os homens com relacionamento sabem do que estou falando, elas nos fazem pensar que um cartão vai lhes trazer uma alegria indescritível (não estou negando que faz), mas pobre do homem que não chegar na hora marcada, ou mesmo se não conseguir leva-las na casa de uma amiga que há muito ela não vê.
São de longe o ser mais amável e apto a uma conversa ao pé do ouvido, e ao mesmo tempo o ser mais vingativo e rancoroso, como tal dádiva do divino pode ser duas coisas tão distintas ao mesmo tempo???
Nem vou me atrever a responder isso, posso não só arrumar uma "briga" como também desencadear uma sequência absurda de asneiras, mas não vou me conter em dizer que sou um admirador ferrenho deste genero, e me desculpem os machistas, mas não existe nada mais edificante e enaltecedor que estar ao lado de uma mulher, pois acreditem amigos homens, sem elas não seriamos "homens", seriamos sim uma espécie de abominação irracional e sem o mínimo de discernimento. Digo isso pois não só convivo a mais de cinco anos com uma mulher maravilhosa, mas por ter sido criado por três mulheres formidáveis e de longe mulheres com "M" mais que maiúsculo.
Simples como só elas sabiam e/ou sabem ser, mas complicadas como só elas sabem se portar, já cheguei a pensar que elas fazem isso para nos provocar, mas não é (não o tempo todo) pois elas também o fazem umas com as outras também e é justamente nesse ponto que a minha admiração ganha um estatus de certo desprazer, pois fiéis elas são (nem sempre, mas...)mas leais a espécie... Ah! Isso nem pensar, pois ao menor sinal de acontecimentos "inesperados" elas já tomam a frente e preparam-se para o bote certeiro na vítima.
Contudo não é desse aspecto que quero falar, quero apenas dizer que as amo, sim, a todas (embora com mais sentimento a minha pequena), por isso nada mais simples que cuidar de uma vida, mas nada mais complexo que gera-la, e isso elas fazem eximiamente.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Renovação da Fé.
Hoje com toda certeza é um dia especial pra mim, vou tentar explicar em detalhes esse motivo - pra mim tão festivo.
Não sou religioso, embora já tenha tentado inúmeras vezes ter esse tipo de crendice, mas tenho Fé nos "Homens", sei que já nos foi provado centenas e milhares de vezes o quanto podemos ser rudes, maldoso, dissimulados e passiveis das piores atrocidades, mas pra mim isso são atos, e esses sim são plausíveis de repulsa e rebelião, porém os homens, esse merecem que lhes creditemos Fé, não uma Fé religiosos, mas Fé de acreditar. Já a muito tempo venho cultivando um certo desdém pelos atos da Humanidade, mas hoje... hoje vi algo que deveria estar com uma maquina para fazer provar aquilo que parece ser um ato do simples cotidiano, mas que pra mim ganhou estatos de homenagem a Humanidade, na verdade posso até dizer que não foi um ato isolado, mas sim uma sequência de atos, que poderiam se estender a todos e a qualquer um.
Pois bem, vamos aos fatos... (que irei tentar descrever com riqueza de detalhes).
Por volta de nove horas da manhã desta quarta-feira sai de casa para comprar erva de chimarrão e no caminho percebi que estava acontecendo um "encontro" de jovens velhos formandos, ou algo similar, saiam do carro um senhor, que aparentava uns sessenta anos e mais duas senhoras, ambas bem "distintas", esse mesmo senhor não só abriria a porta do carro como também fez questão de ajudar essas "meninas" a saírem dele, no outro lado rua estava prostrada uma outra senhora, que atravessaria a rua e dois meninos, que brincavam de algo que ainda não consegui discernis o que era.
Após a delicadeza de ajudar essas duas senhoras, o senhor atravessa a rua, todos juntos em passos bastante vagarosos, e para ao lado da outra senhora sem dizer nada, apenas para ali e espera o momento certo, e eis que ele o chega - perto de minha casa existe uma obra que a prefeitura já se tarda em acabar, e que faz com que maquinas de tamanho bastante avantajado circulem de um lado a outro - a senhora coloca-se a caminhar e o senhor sem dizer nada ainda a acompanha até outro lado da rua (devo acrescentar aqui que parei e observei a cena até seu desfecho) e quando a senhora já encontrava-se na calçada no outro lado, virando-se meio envergonha, acredito eu pela expressão em seu rosto, solta um sorrizo singelo e um obrigado satisfeito, o senhor sem responder nada diz com um outro rizinho reciproco "de nada" e volta-se ao destino dele.
Eu ali parado a cerca de cinco ou seis passos dessa cena me vi realizado, não por ele ter feito isso, mas por ter visto em seu rosto e em suas atitudes que aquele obrigado tornou-se "um nada" perto da satisfação demonstrada e do seu orgulho em ter feito algo, que para muitos é uma bobagem, mas que para ele foi um "ato de amor ao próximo". Esta cena não durou mais que três ou quatro minutos, mas encheu olhos de felicidade e preencheu meio peito com algo que já havia perdido, a Fé pelos Homens, queria eu que existissem vários iguais a tal senhor, e que esses também tomassem essas atitudes na política, nas academias, nas lojas, grandes centros...
Não quero dizer aqui que tal acontecimento irá mudar minha vida, pois muitas vezes nem mesmo eu sou capaz de tamanha grandiosidade, mas com toda certeza a realização de fazer bem a outro me satisfaz em alegrias.
Hoje com toda certeza vi minha Fé é renovada nos atos dos Homens, e mais que isso, vi que ainda somos capazes de fazer bem e/ou o bem, pois se conseguimos em um único homem fazer tal ato de desprendimento e carinho, por qual motivo todos nós não seriamos capazes fazer????
Não sou religioso, embora já tenha tentado inúmeras vezes ter esse tipo de crendice, mas tenho Fé nos "Homens", sei que já nos foi provado centenas e milhares de vezes o quanto podemos ser rudes, maldoso, dissimulados e passiveis das piores atrocidades, mas pra mim isso são atos, e esses sim são plausíveis de repulsa e rebelião, porém os homens, esse merecem que lhes creditemos Fé, não uma Fé religiosos, mas Fé de acreditar. Já a muito tempo venho cultivando um certo desdém pelos atos da Humanidade, mas hoje... hoje vi algo que deveria estar com uma maquina para fazer provar aquilo que parece ser um ato do simples cotidiano, mas que pra mim ganhou estatos de homenagem a Humanidade, na verdade posso até dizer que não foi um ato isolado, mas sim uma sequência de atos, que poderiam se estender a todos e a qualquer um.
Pois bem, vamos aos fatos... (que irei tentar descrever com riqueza de detalhes).
Por volta de nove horas da manhã desta quarta-feira sai de casa para comprar erva de chimarrão e no caminho percebi que estava acontecendo um "encontro" de jovens velhos formandos, ou algo similar, saiam do carro um senhor, que aparentava uns sessenta anos e mais duas senhoras, ambas bem "distintas", esse mesmo senhor não só abriria a porta do carro como também fez questão de ajudar essas "meninas" a saírem dele, no outro lado rua estava prostrada uma outra senhora, que atravessaria a rua e dois meninos, que brincavam de algo que ainda não consegui discernis o que era.
Após a delicadeza de ajudar essas duas senhoras, o senhor atravessa a rua, todos juntos em passos bastante vagarosos, e para ao lado da outra senhora sem dizer nada, apenas para ali e espera o momento certo, e eis que ele o chega - perto de minha casa existe uma obra que a prefeitura já se tarda em acabar, e que faz com que maquinas de tamanho bastante avantajado circulem de um lado a outro - a senhora coloca-se a caminhar e o senhor sem dizer nada ainda a acompanha até outro lado da rua (devo acrescentar aqui que parei e observei a cena até seu desfecho) e quando a senhora já encontrava-se na calçada no outro lado, virando-se meio envergonha, acredito eu pela expressão em seu rosto, solta um sorrizo singelo e um obrigado satisfeito, o senhor sem responder nada diz com um outro rizinho reciproco "de nada" e volta-se ao destino dele.
Eu ali parado a cerca de cinco ou seis passos dessa cena me vi realizado, não por ele ter feito isso, mas por ter visto em seu rosto e em suas atitudes que aquele obrigado tornou-se "um nada" perto da satisfação demonstrada e do seu orgulho em ter feito algo, que para muitos é uma bobagem, mas que para ele foi um "ato de amor ao próximo". Esta cena não durou mais que três ou quatro minutos, mas encheu olhos de felicidade e preencheu meio peito com algo que já havia perdido, a Fé pelos Homens, queria eu que existissem vários iguais a tal senhor, e que esses também tomassem essas atitudes na política, nas academias, nas lojas, grandes centros...
Não quero dizer aqui que tal acontecimento irá mudar minha vida, pois muitas vezes nem mesmo eu sou capaz de tamanha grandiosidade, mas com toda certeza a realização de fazer bem a outro me satisfaz em alegrias.
Hoje com toda certeza vi minha Fé é renovada nos atos dos Homens, e mais que isso, vi que ainda somos capazes de fazer bem e/ou o bem, pois se conseguimos em um único homem fazer tal ato de desprendimento e carinho, por qual motivo todos nós não seriamos capazes fazer????
terça-feira, 2 de junho de 2009
Só uma coisinha singela.

Duas coisas me fazem feliz, na verdade são bem mais que duas, porém essas duas são a "razão" da minha "loucura", e não existe um mundo perfeito sem elas pra mim. A primeira é o amor, ou como sempre preferi pensar "minha real noção de musa", e a segunda é o que nem sempre consigo fazer de forma satisfatória pra mim, que é escrever.
Não sei exatamente como as pessoas conseguem viver e/ou sobreviver sem ambas, só sei que pra mim a vida se resume em quase todo tempo a essas coisas, descobri depois de muito tempo que não sei passar pela vida sem um amor verdadeiro, e assim também descobri como é amar de verdade, não amar com carne, mas amar por amor, sem me preocupar se vai ser reciproco ou não vai, o que vai fazer a diferença é o sentimento que tenho, pois posso amar muitas pessoas de diferentes formas, como amo meus amigos, como amo minha família, meu trabalho... porém nenhum desses amores me inspira mais que uma determinada pessoa, que faz cerca de cinco anos - bastante tempo - que está ao meu lado, e sinto hoje que é graças a essa bênção que tenho momentos de inspiração tanto no trabalho quanto na minha intimidade.
Sei que mais uma vez estou sendo repetitivo e dizendo de outra forma aquilo que já escrevi inúmeras vezes aqui, mas o que pode ser mais importante que amar as pessoas???
Não imagino nenhuma resposta plausível, nem mesmo um argumento sustentável, o amor é a pedra fundamental, e sinceramente não vejo "poder", "dinheiro" ou mesmo qualquer outra coisa que possa substituir isso, embora eu conheça e tenha convivido com isso a minha volta, não consigo concordar (sim, sou romântico).
De qualquer forma nada tem mais valor que amar um outro alguém, seja em que ponto do amor estamos incridos, matrimonialmente, amigavelmente, profissionalmente...
O desabafo aqui é meio impróprio, mas nunca me senti tão inspirado quanto me sinto amando.
Na volta pra casa.

Se te perdes em febril ardor,
e de amor voltares da cova...
se voltares a ver amores, ama e volta
sem relembrar a morte.
Se em amor te veres perdido,
lembra que amas agora, não antes
nem depois, mas nesta hora
se a morte não permitir voltares...
E em amor perdido ficares...
lembra da hora marcada,
das flores agora pousadas
E que teu amor não jaz em teu leito,
nem ao teu lado gelado
mas em teu peito lotado.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Balada do caixão
O meu vizinho é carpinteiro,
Algibebe de Dona Morte,
Ponteia e cose, o dia inteiro,
Fatos de pau de toda sorte:
Mogno, debruados de veludo,
Flandres gentil, pinho do Norte...
Ora eu que trago um sobretudo
Que já me vai aborrecer,
Fui-me lá, ontem:(era Entrudo, Havia imenso que fazer...)
-Ola bom homem quero um fato,
Tem que me sirva? - Vamos ver...
Olhou, mexeu na casa toda.
-Eis aqui um e bem barato.
-Está na moda? - Está na moda.
(Gostei e nem quis apreça-lo: muito justinho, pouca roda...)
- Quando posso mandar buscá-lo?
- Ao pôr-do-sol. Vou dá-lo a ferro:
(Pôs-se o bom homem a aplainá-lo...)
Ó meus Amigos!Salvo erro,
Juro-o pela alma, pelo céu:
Nenhum de vós, ao meu enterro,
Irá mais dândi, olhai! do que eu!
Devo confessar minha parca sabedoria e conhecimento sobre esse autor português, assim como também devo dizer que esse poema, em particular, embora bastante mórbido, também é bastante expressivo. Nada como ter um António Nobre.
domingo, 17 de maio de 2009
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